Já ouviram falar da inveja do falo, suponho. Para quem não ouviu, leia no google, e cuidado com a fonte, queridos.
O que eu acho que caracteriza o homem moderno é a inveja do macho. Inveja do macho que existe em cada mulher, e principalmente nas que eles chamam de 'sua'.
Para o macho de hoje é muito difícil ver que diante de sua mulher macho ele é um total incompetente.
Dizem que as mulheres têm menos neurônios que os homens, pois então ou eu vim com mais do que a cota feminina regular, ou eles começaram a se reproduzir por meiose, ou eu devo ter neurônios fantasmas pra tanta idéia que surge na minha cabeça.
Agora uma coisa que me admiro mesmo é minha capacidade de raciocínio.
Eu achava que era raciocínio lógico, mas cada vez mais tenho pensado que é um raciocínio ilógico o meu padrão de raciocínio.
Amo computadores porque eles são a materialização do cérebro humano.
Os sistemas operacionais, os layouts do hardware e as porcarias que o povo entulha em seus HDs.
É como se o computador pessoal fosse o cérebro do lado de fora da pessoa.
E então os note e netbooks são o que há, porque você leva seu cérebro na bolsa, e é isso, só usa quando quer.
Outra coisa bizarra é o orkut e o facebook das pessoas.
É uma interface chinfrim da pessoa.
O orkut, que virou aquela favela caótica, é a projeção do que a pessoa quer ser, gostaria de ser ou pensa que é.
Mantenho aquela porcaria pra não perder o contato com o senso comum e com minha família jeca problemática. E os outros jecas que não têm facebook.
O facebook é pra poser.
Gente, como tem poser em Recife. Esses Cult de cu é rola, adoram falar sobre tudo, opinar sobre tudo, os poetas daqui vivem na poesilândia, rasgando seda um pro outro. Sei lá, ser artista deve ser UTI de gente com sérios problemas de auto-estima.
Preferia muito mais eu-escritora dos meus traumas emocionais, eu, só, sem esse facebook aberto que é a cena literária de recife.
Aliás, que cena. Como essa gente faz cena. Eu to adorando, lógico. Toda espalhafatosa, toda gay, virei transformista de mim mesma, me monto pra sair, dou pinta no facebook e no recife antigo, e logo logo isso vai aumentar.
Vamos ver até quando eu aguento essa babaquice.
E o bom de tudo isso é que aqui pelo menos eu consigo encontrar paz. Em Salvador é impossível. Ou foi.
A frequencia do cérebro dos baianos é mais alta, não há dúvidas. Lá eu consigo conversar com o mar. Bruxaria é loucura, é epidemia. Todo baiano é bruxo, até os crentes malditos.
Não tem finesse de sacerdotisa, é tudo macumba com comida, trejeitos físicos e selvageria.
Misturado com essa indiaiada que é um cemitério espiritual cármico do brasil, que a gente vai ter que vingar a morte de todos eles, de toda a américa. e principalmente a américa latina.
Os caboclos não deixam ninguém em paz e por isso eu amo a tecnologia.
Porque ficar nessa comunhão com a natureza é utópico, idílico demais.
Aliás eu gostaria de saber de onde vem essa minha sensibilidade pra doce.
Tudo que é doce demais me irrita algo no fundo do cérebro. Chega a dar dor de cabeça.
Eu não sei porque não consigo aceitar essa porção doce de mim, e talvez seja por isso que a porra da minha voz seja tão suave e goste tanto de cantar bossa nova e emepebê.
E aquele frustrado musicalmente do Gabriel com seu perfeccionismo abissal ultrapassando e muito João Gilberto. É patológico.
Gabriel, Gabriel... essa sua vida de UFBA foi fatal.
ressucita, amor.
Relendo isso, pra os hipocondríacos de doenças mentais dos outros, os diagnosticadores de araque, podem dizer que uma coisa não tem ligação com a outra.
ResponderExcluirPois escrever é isso.
É jogar as idéias no papel e depois arrumar.
e depois eu arrumo.
E parem de achar que criatividade é doença, seus paranóicos.
Outra coisa que eu queria desenvolver é a idéia
ResponderExcluirEU ODEIO MULHER BURRA.
Homema adoooora.
Se encantam pela inteligência de uma mulher, mas não conseguem conviver com ela.
Abençoados sejam os casais de intelectuais sem desníveis acentuados.
Essa coisa de relação mentor pupilo acho que não é muito a minha.
Odeio ser mãe.
Nunca tive mãe e acho que nunca há de existir mãe pra mim.
E aí eu vou ter que ser mãe.
Ai, eu é que quero uma mãe.