Estar longe do mar, me traz uma racionalidade deliciosa.
Os intestinos de macho, comendo carne, o fígado resistente bebendo alcool deliberadamente...
nem bêbada fico mais.
E também a porra do humor negro que assusta as pessoas.
Adoro a rabugice portenha, e amo como as mulheres, sim, aqui é um país em que existem mulheres, não essas sôfregas brasileiras balzaquianas tentando parecer jovens a todo custo, amo as mulheres maduras que ao passarem dizem 'con permiso'.
Estar aqui com um bahiano dificulta um pouco as coisas, mas ainda assim, melhor do que sozinha.
Sozinha não viria jamais. Nunca vim quando morava aqui perto, quanto mais agora, nessa aventura nordestina.
Salvo meus delírios recifenses de amor com uma bela mirada concreta sobre o cinza, prédios, economia e assuntos de homem.
Saio do modo "preciso ser mulherzinha" pra me dedicar a observar coisas realmente importantes, e não minha imagem captada pelas câmeras e pelos espelhos da vida.
Só espero não engordar muito, nem metralhar meu rosto com acnes, senão a volta para o mundo das musas vai ser muito deprimente. Sorrindo e acenando...
Deixa-me procurar o que fazer, o que ver, o que sentir.
Este vazio de caos litorâneo, essa não abstinência do povo ignorante...
Vamos aos livros.
Estou doida pra adquirir coisas impressas.
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