sábado, 8 de janeiro de 2011

A inveja do macho

Já ouviram falar da inveja do falo, suponho. Para quem não ouviu, leia no google, e cuidado com a fonte, queridos.

O que eu acho que caracteriza o homem moderno é a inveja do macho. Inveja do macho que existe em cada mulher, e principalmente nas que eles chamam de 'sua'.

Para o macho de hoje é muito difícil ver que diante de sua mulher macho ele é um total incompetente.

Dizem que as mulheres têm menos neurônios que os homens, pois então ou eu vim com mais do que a cota feminina regular, ou eles começaram a se reproduzir por meiose, ou eu devo ter neurônios fantasmas pra tanta idéia que surge na minha cabeça.

Agora uma coisa que me admiro mesmo é minha capacidade de raciocínio.

Eu achava que era raciocínio lógico, mas cada vez mais tenho pensado que é um raciocínio ilógico o meu padrão de raciocínio.

Amo computadores porque eles são a materialização do cérebro humano.

Os sistemas operacionais, os layouts do hardware e as porcarias que o povo entulha em seus HDs.

É como se o computador pessoal fosse o cérebro do lado de fora da pessoa.

E então os note e netbooks são o que há, porque você leva seu cérebro na bolsa, e é isso, só usa quando quer.

Outra coisa bizarra é o orkut e o facebook das pessoas.

É uma interface chinfrim da pessoa.

O orkut, que virou aquela favela caótica, é a projeção do que a pessoa quer ser, gostaria de ser ou pensa que é.

Mantenho aquela porcaria pra não perder o contato com o senso comum e com minha família jeca problemática. E os outros jecas que não têm facebook.

O facebook é pra poser.

Gente, como tem poser em Recife. Esses Cult de cu é rola, adoram falar sobre tudo, opinar sobre tudo, os poetas daqui vivem na poesilândia, rasgando seda um pro outro. Sei lá, ser artista deve ser UTI de gente com sérios problemas de auto-estima.

Preferia muito mais eu-escritora dos meus traumas emocionais, eu, só, sem esse facebook aberto que é a cena literária de recife.

Aliás, que cena. Como essa gente faz cena. Eu to adorando, lógico. Toda espalhafatosa, toda gay, virei transformista de mim mesma, me monto pra sair, dou pinta no facebook e no recife antigo, e logo logo isso vai aumentar.

Vamos ver até quando eu aguento essa babaquice.

E o bom de tudo isso é que aqui pelo menos eu consigo encontrar paz. Em Salvador é impossível. Ou foi.

A frequencia do cérebro dos baianos é mais alta, não há dúvidas. Lá eu consigo conversar com o mar. Bruxaria é loucura, é epidemia. Todo baiano é bruxo, até os crentes malditos.

Não tem finesse de sacerdotisa, é tudo macumba com comida, trejeitos físicos e selvageria.

Misturado com essa indiaiada que é um cemitério espiritual cármico do brasil, que a gente vai ter que vingar a morte de todos eles, de toda a américa. e principalmente a américa latina.

Os caboclos não deixam ninguém em paz e por isso eu amo a tecnologia.

Porque ficar nessa comunhão com a natureza é utópico, idílico demais.

Aliás eu gostaria de saber de onde vem essa minha sensibilidade pra doce.

Tudo que é doce demais me irrita algo no fundo do cérebro. Chega a dar dor de cabeça.

Eu não sei porque não consigo aceitar essa porção doce de mim, e talvez seja por isso que a porra da minha voz seja tão suave e goste tanto de cantar bossa nova e emepebê.

E aquele frustrado musicalmente do Gabriel com seu perfeccionismo abissal ultrapassando e muito João Gilberto. É patológico.

Gabriel, Gabriel... essa sua vida de UFBA foi fatal.

ressucita, amor.

Ela é uma personagem

Da minha conversa de hoje (ontem) com S. R. Tupan saíram várias pérolas, obviamente.

Vou colocar uma aqui pra deslanchar o texto

"Eu enceno a mim mesma"

Pois é..

Não que seja ruim admitir, mas Gabriel Barbosa realmente me conhece. Ele tem um olhar analítico afiado. Sua consciência é uma das expressões mais precisas da consciência de Deus, o arquiteto do Universo.

Essa pequena criatura aprisionada pela sua incapacidade de olhar para o futuro de maneira suave, tem esse problema no sistema operacional dele. Ele vê o passado claramente. Há um blank. Ele respira, vegeta, sobrevive, vai fazendo coisas sem saber direito por que. blank O futuro não existe. Ele deprime.
É como se só precisasse consertar esse motor pra ele poder viver com qualidade de vida.

Mas ele pensa que essa doença é incurável. Aliás, pensa que é doença, o que na verdade é só defeito.

Os psiquiatras e aquela família abestalhada dele entopem o menino de remédio.

Sei lá.

O que eu queria dizer é que ele uma vez disse, numa dessas revelações proféticas dele, que agora ele vem tentando combater com ateísmo, que eu era uma personagem e que eu tinha personalidade esquizotípica.

Eu e Fernando Pessoa, neam.

Eu acho que na verdade meu verdadeiro pai é Bronckart.

Acho que depois dele eu virei outra.

Sou tantas e tantos que a cada situação tento montar um personagem pra contracenar com os outros.

Tudo isso nessa ânsia de interagir com as pessoas.

Ânsia para alguns, pra mim, brincadeira de menina.

Eu era uma criança muito pura e colocava pureza nas minhas relações com as pessoas.

Meu sadismo foi bastante alimentado pelo doente mental do meu pai.

Minha vó era tão castradora e repressora que depois que ela morreu meu superego não funciona mais.


Essas lembranças, essas constatações, me fazem lembrar de Helder Hérik e isso me faz querer conhecer Guanharuns sei lá como é o nome, que até Tuppan é de lá.

Duelo de titãs.

Lembro de uma frase de Pedro del Orto
"Esse corpo não é suficiente pra comportar minha consciência."

E assim vamos seguindo.

Nessa miséria humana da materialidade.

A dignidade da falência

Esse post vai ser em homenagem a todas as pessoas invejosas que botaram olho grande em mim, nas coisas que eu possuía e que continuam botando seus famintos e desgraçados olhos em cima das coisas dos outros.

A inveja é o pecado dos incompetentes. Que não sabem, não correm atrás do que querem e ficam urubuzando os outros.

Hoje não tenho nada de dinheiro. Nada. Tenho dívidas.
Para muitos esta situação seria desonrosa, desesperadora.
Para alguns uma forma de se vingarem de mim.

Para mim que não sou escrava do dinheiro, que sei dar nó em pingo d´água, me safo, me vou, dou jeito em tudo, me divirto com cachorro quente chernobil, refrescos, pastel de feira.
Não tenho preguiça de andar, faz até bem pra minha circulação de véia.
Não sou escrava da beleza nem da higiene.
Mijo na rua, ando de onibus, tomo banho na casa dos amigo, faço vaquinha pra comprar cerveja, sei fazer bolo de aniversário de um alfajor.

Pra mim essa idiotice de não ter dinheiro não faz a mínima diferença.

Agora, para o meu trabalho, que é servir essa humanidade chovinista e tentar botar um pouco de juízo nessa cúpula de poder bizarro, nessa massa lazarenta de ignorante, amansada nos ego-líricos e respeito à biodiversidade, fauna e flora da espécie humana.

Bem, pra isso eu preciso de dinheiro, seus imbecis.

E pra quem acha que facebook é mero entretenimento. Continuem se divertindo... Acho que é só isso que vocês sabem fazer.

Uma dica? Parem de trabalhar e vão ser andarilhos. Vão se divertir bem mais.

Deixem o trabalho pra quem gosta de trabalhar.

Saiam de seus postos, imbecis. Não atravanquem o caminho do mundo.

Motôs

Os motoristas de táxi e de ônibus de Recife são a espécie mais estúpida do planeta.
Essas antas chamadas motoristas de ônibus são uns pobres infelizes que não têm noção de que precisam saber dar informações corretas.

Os de táxi só aceitam cash e são incapazes de negociar.

Sinto falta dos motô baianos.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Sin Mares

Estar longe do mar, me traz uma racionalidade deliciosa.
Os intestinos de macho, comendo carne, o fígado resistente bebendo alcool deliberadamente...
nem bêbada fico mais.

E também a porra do humor negro que assusta as pessoas.

Adoro a rabugice portenha, e amo como as mulheres, sim, aqui é um país em que existem mulheres, não essas sôfregas brasileiras balzaquianas tentando parecer jovens a todo custo, amo as mulheres maduras que ao passarem dizem 'con permiso'.

Estar aqui com um bahiano dificulta um pouco as coisas, mas ainda assim, melhor do que sozinha.
Sozinha não viria jamais. Nunca vim quando morava aqui perto, quanto mais agora, nessa aventura nordestina.

Salvo meus delírios recifenses de amor com uma bela mirada concreta sobre o cinza, prédios, economia e assuntos de homem.

Saio do modo "preciso ser mulherzinha" pra me dedicar a observar coisas realmente importantes, e não minha imagem captada pelas câmeras e pelos espelhos da vida.

Só espero não engordar muito, nem metralhar meu rosto com acnes, senão a volta para o mundo das musas vai ser muito deprimente. Sorrindo e acenando...

Deixa-me procurar o que fazer, o que ver, o que sentir.

Este vazio de caos litorâneo, essa não abstinência do povo ignorante...

Vamos aos livros.

Estou doida pra adquirir coisas impressas.

Buen

Sim.. en Argentina.. en Buenos Aires.

Buenos Aires não me surpreendeu.
O sul é muito parecido.

Gostei dos coches velhos. Sentia falta dessa coisa quadrada dos carros dos anos 80.

Os táxis são amarelo e preto. Me lembra o Batman.

Os taxistas são irritadiços como os motoristas de ônibus de Recife.

O fato dos passageiros entrarem pela porta de trás, e saírem pela da frente, em Salvador, é algo que facilita muita coisa.

Em Recife volta e meia as pessoas gritam para o motorista para ele deixas as pessoas descerem.

É estranho também o fato de que o cobrador fica próximo ao motorista.

Bem, sempre me pareceu que era função do cobrador avisar ao motorista de que as pessoas vão descer, para ainda não descer, etc.

Percebi que os motoristas não sabem dar informação, mas que os cobradores são melhores nesse quesito.

Já em Salvador, gosto muito de descer pela porta da frente e dizer ao motorista "obrigada". Acho que ele fica feliz, eu tb, enfim, tudo fica melhor.

Quando saio dos ônibus em Recife me sinto meio chateada, pois sei que o motorista vai continuar estressado e os passageiros também.

Enfim...

Ainda não tive a oportunidade de andar de ônibus.

Nem de sair na rua comprar um pão.

Mas acho que logo logo eu vou.

Só não sei pra onde ir.

Quero ouvir música, música local independente.

Passear por aqui a pé não me encanta, visto que é muito parecida a arquitetura com Curitiba.

I'm sorry. Não vim pra ver a arquitetura.

O bom seria falar com algum residente local que tivesse milhões de filmes nacionais...

Ah, sobre a política.
São bem politizados e as propagandas, apesar de incisivas não são rudimentares como em Salvador. tipo 'viva la revolución'
Graças a Deus eles não cometem esse tipo de gafe.
As propagandas são marketadas mesmo, mas com uma linguagem atual, e não deixam de ser verdadeiras.
Gostei muito.

O sotaque é chatinho. muito jjjj xxxx etc

Acho que vou preferir o espanhol do uruguai, quem sabe.

E, claro, ao contrário do que ensina os livros didáticos, aqui não se diz buenos días, sino buen día.

Buen...